Antonio Neto é o vice de Márcio França

PDT oficializa a candidatura do presidente do diretório municipal de São Paulo a vice-prefeito na chapa do PSB, consolidando aliança nacional

Em convenção neste sábado [12/9], o diretório municipal do PDT de São Paulo oficializou a candidatura do seu presidente, Antonio Neto, a vice-prefeito na chapa de Márcio França (PSB). Também fazem parte da coligação “Aqui Tem Palavra” os partidos Solidariedade, Avante e PMN.

A chapa PSB/PDT consolida a aliança nacional dos dois partidos, que se repete em outras capitais, além da construção de um projeto de centro-esquerda que seja uma alternativa viável de união para o país em 2022.


“Aceitamos o desafio pela oportunidade de construir em São Paulo um projeto municipal de desenvolvimento e para abrir o caminho para a vitória em 2022”, disse Antonio Neto. “É daqui que sai a possibilidade de levar Ciro Gomes à Presidência da República.”


O PDT também realizou convenção neste sábado em outras capitais. Em Fortaleza e Porto Alegre, o PDT ficou com a cabeça de chapa e o PSB com a vice: José Sarto Nogueira (PDT) com Élcio Batista (PSB) na capital cearense, e Juliana Brizola (PDT) com Maria Luiza Loose (PSB) na capital gaúcha. No Rio de Janeiro, Martha Rocha foi anunciada como candidata do PDT à Prefeitura.


Após a convenção, foi realizado um ato político pelo YouTube e redes sociais do partido, que foi visto por cerca de 50 mil pessoas – a maior audiência das convenções do diretório municipal. O evento foi comandado por Antonio Neto, que interagiu com os convidados em um telão curvo de 6 x 2 metros. Participaram Márcio França, Ciro Gomes, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, entre outras lideranças.


“Nós vamos retomar o lugar de São Paulo no Brasil. Conduzir e não sermos conduzidos – está no lema da nossa bandeira”, disse Márcio França. “Nós vamos voltar a ser locomotiva, mas não queremos ser locomotiva de um monte de vagões parados. Nós queremos ser locomotiva de uma série de Estados com locomotivas juntos, empurrando todos nós, para um Brasil forte, seguro e com oportunidade para todo mundo.”
Juliana Brizola, neta do governador Leonel Brizola, reafirmou a necessidade de uma frente nacional de centro esquerda. “Aqui em Porto Alegre nós também estamos nessa aliança com o PSB, o que nos deixa muito felizes porque estamos construindo um caminho para o nosso país”, disse. “São Paulo tem uma importância muito grande para a construção do trabalhismo que a gente deseja para o Brasil.”


Ciro Gomes também ressaltou a posição estratégica de São Paulo para o enfrentamento do autoritarismo que se estabeleceu no Brasil. “Nós precisamos que esse voto em São Paulo, além de escolher o melhor prefeito, o melhor administrador, o político mais hábil, que esse voto também represente uma coisa muito importante: a gente vai estar na principal cidade da América do Sul dando um sinal de que o Brasil está construindo um caminho novo, diferente dos ódios e paixões que levaram nosso país à tragédia que nós estamos passando hoje.”

Eleições proporcionais


O diretório municipal do PDT de São Paulo também oficializou neste sábado a sua chapa de candidatos à Câmara Municipal. Serão 80 candidatos pelo partido, sendo 39 pretos, pardos ou indígenas (49%), 25 mulheres (31%), 4 LGBTs e 5 do movimento PDT-Axé, grupo formado por representantes de religiões afro-brasileiras para defender o Estado laico e combater a intolerância religiosa.


O partido terá ainda 5 candidaturas coletivas, todas com cabeças de chapa negros e com origem nas periferias da cidade, com bandeiras como a luta antirracista, o feminismo negro, o combate à violência policial, a educação, a sustentabilidade e o desenvolvimento dos territórios periféricos.


“As chapas coletivas são uma inovação que a democracia permite. Por meio delas, várias pautas importantes para os trabalhadores são representadas em uma mesma candidatura”, afirma Antonio Neto.


Além da forte característica de diversidade, as candidaturas do PDT trazem uma proposta de renovação: são 33 candidatos (41%) com até 40 anos de idade. Metade da chapa (40) tem curso superior, mestrado ou doutorado. Entre as principais plataformas dos candidatos, estão o combate às desigualdades, a defesa da educação, da saúde e da cultura e os direitos das mulheres e crianças.

Perfil da chapa de vereadores do PDT de São Paulo
Total: 80 candidatos
Mulheres: 25 (31%)
Pretos, pardos ou indígena: 39 (49%)
LGBTs: 4 candidaturas
Movimento PDT-Axé: 5 candidaturas
Chapas coletivas: 5 candidaturas
Até 40 anos: 33 candidatos (41%)
Curso superior, mestrado ou doutorado: 40 (50%)

Sobre Antonio Neto


Antonio Neto é líder trabalhista há mais de três décadas. Presidente do PDT Municipal de São Paulo desde 2017, começou sua atuação política no movimento sindical. Em 1984, ajudou a fundar o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd), do qual se tornou presidente mais tarde. Foi também presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores) de 1992 a 2011, presidente da FSM (Federação Sindical Mundial) de 1994 a 2002 e presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) a partir de 2012. Em 2018, foi candidato ao Senado pelo PDT e obteve quase 360 mil votos.


Antonio Fernandes dos Santos Neto nasceu do dia 19 de dezembro de 1952 em Sorocaba (SP). Filho e neto de líderes ferroviários, desde cedo entrou em contato com as lutas trabalhistas. Na adolescência, militou na Juventude do MDB. Em 1971, mudou-se para São Paulo, onde construiu a sua carreira profissional. Analista de sistemas e administrador de empresas, trabalhou na Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) e na Fepasa, onde chegou a ser superintendente de 1986 a 1990.


Sempre ao lado dos trabalhadores nos movimentos contra a opressão econômica e social, participou dos debates que resultaram na formulação da Constituição Federal de 1988. Em 1994, foi condecorado como Comendador da Ordem do Rio Branco. No governo de Itamar Franco, tornou-se membro do Consea (Conselho de Segurança Alimentar). Foi também membro do CNDI (Conselho de Nacional Desenvolvimento Industrial) no governo Lula e integrou o CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), o chamado “Conselhão”, nos governos Lula, Dilma e Temer. Ali participou ativamente das discussões que levaram à implementação do reajuste do salário-mínimo acima da inflação, a maior política de combate à desigualdade social, que vigorou no país a partir de 2006, virou lei em 2011 e só foi interrompida pelo governo Bolsonaro.
Católico, palmeirense, é casado há 31 anos com a pedagoga Rosa Maria, pai de Marisa, Fernando e Cesar Augusto e avô de dois netos, Fernando, de 9 anos, e Mariana, de apenas sete meses. Mora nas Perdizes com a esposa, o filho caçula e o sogro Paulo, de 96 anos.


É candidato a vice-prefeito na chapa de Márcio França (PSB) para devolver a dignidade ao povo paulistano e combater a desigualdade social, principalmente nas periferias abandonadas da cidade. E para fortalecer a construção de um projeto de centro-esquerda que seja uma alternativa viável de união para o país.

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